Por Mauricio Leiro / Gabriel Lopes

Com a aproximação do ciclo eleitoral de 2026 e a intensificação das articulações políticas, o grupo
governista liderado pelo PT na Bahia já tem sua chapa majotirária praticamente garantida. Por outro lado, a oposição também já desenha a possível composição de sua chapa para a disputa pelo governo do estado.
Liderado pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União), que deve encabeçar a candidatura ao Palácio de Ondina mais uma vez, o grupo tem apenas mais um nome tratado como “definido” para a composição: o do ex-ministro da Cidadania e ex-deputado federal João Roma (PL), atual presidente estadual do partido, que deve disputar uma das duas vagas ao Senado.
Entre eles, Zé Cocá ganhou mais força nas últimas semanas, segundo interlocutores do grupo netista. A avaliação interna considera a influência regional de lideranças do interior como um fator relevante para a composição de 2026. Aliados de ACM Neto apontam que a ausência de um nome com forte base regionalizada teria sido um dos aspectos analisados após a derrota eleitoral de 2022, quando Neto foi superado pelo atual governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Reeleito em 2024 com mais de 90% dos votos em Jequié, Zé Cocá passou a ser citado como um dos principais nomes para compor a chapa. Pessoas próximas a ACM Neto apontam que a consolidação política do prefeito e sua influência no Médio Rio de Contas são consideradas fatores positivos na avaliação interna.
Nesta semana, uma liderança do grupo político de Neto afirmou ao Bahia Notícias que o diálogo com Cocá está avançando, embora ainda não haja definição oficial. Segundo essa fonte, as conversas seguem em andamento e alguns pontos ainda precisam ser ajustados antes de uma eventual confirmação.
Paralelamente às negociações para a vice-governadoria, outro tema em discussão envolve o futuro partidário do senador Angelo Coronel. Atualmente filiado ao PSD, o parlamentar deve deixar a legenda e se aproximar do grupo oposicionista ao governador Jerônimo Rodrigues.